ENDOMETRIOSE

O que é endometriose ?

Consultório Médico Perguntas e Respostas

Corpo e Mente sem traumas

 Sua Saúde:     Nutrição, Fisoterapia, Acupuntura

Direitos e Deveres da paciente

Você e a  Endo:  histórias reais

Depoimento dos Médicos


VARIEDADES

Adquira medicamentos, Livros, Fitas de Palestras, Encontros, Jornadas, Cartões de Natal no 

Bazar 

GALERIA DE FOTOS

Fotos

 

 

WWW.ABEND.ORG.BR 

(Atenção: As informações colocadas  no Site não substituem a consulta ao seu médico. Consulte o seu médico.)

Neste módulo: Artigos:

Acupuntura e Endometriose 
Endometriose e Nutrição  
Fisioterapia e Endometriose 

Inicio

Acupuntura e Endometriose 

Maria Beatriz Goldman Deganello

Fisioterapeuta e acupunturista – Mestranda em fisioterapia pela Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP

 

“A Acupuntura é um dos setores da Medicina Tradicional Chinesa, visa restabelecer a circulação de energia dos meridianos, dos órgãos e das vísceras e com isso levar a harmonia de energia e de matéria para todo o corpo.

Os canais de energia ou os meridianos estão distribuídos por todo o corpo de modo semelhante à rede nervosa. Os pontos neles localizados são a sede das manifestações exteriores do que há no interior e são também, os locais de entrada de energias que levam a doenças.

A energia tem origem na vida intra-uterina e nos alimentos consumidos. Existe uma relação de interdependência entre energia e matéria para a manutenção da vida.

Alguns conceitos importantes: Yin/Yang, QI ou energia vital, os cinco elementos da natureza (fogo, água, metal e madeira), circulação e produção de sangue. Os principais fatores que levam a doenças são a estagnação de QI e de sangue nos canais de energia, alteração de energia nos respectivos canais e alterações energéticas no órgãos e vísceras.

A linha básica de tratamento´para todas as patologias consiste em desbloquear o QI e o sangue, promover a circulação e fortalecer os órgãos e vísceras. O que é importante é diferenciar bem na anamnése quais são os meridianos envolvidos e qual é o padrão de desarmonia.

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa os canais de energia responsáveis pela menstruação são o fígado, o vaso penetração, o vaso da concepção e o baço. O movimento correto do sangue depende do QI do fígado.

A Endometriose na visão da MTC tem sua origem em vários fatores, como a tensão emocional que leva a estagnação do QI do fígado causando dor, frio e umidade que leva a estagnação do sangue que também leva à dor, esforço excessivo, partos próximos, doenças crônicas atividade sexual em excesso.

Alguns fatores são importantes para se definir o padrão da doença no diagnóstico: a hora da dor, sua localização, ciclo menstrual, tipo de sangramento e a  influência do calor e do frio nos sintomas. Com essas informações pode ser diferenciada a característica de excesso ou deficiência da patologia.

O tratamento consiste em harmonizar o sangue, cessar o sangramento, diminuir a estagnação, acalmar e nutrir o sangue, cessar a dor, mover e harmonizar o QI dos meridianos envolvidos.”

 Inicio

Endometriose e Nutrição

Prof.Dr.Dirceu Henrique Mendes Pereira

Diretor da Profert

A dieta alimentar tem sido descrita como um importante fator desencadeante de várias doenças e alguns trabalhos recentes com animais (usando óleo de peixe) sugerem esta relação com a endometriose. 

A endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial em locais fora do útero como ovários, trompas de Fallopio, ligamentos uterinos, bexiga e intestino grosso. A endometriose, no seu início, afeta as mulheres às vezes de forma silenciosa e sorrateira.  Com a evolução do quadro a sintomatologia de dor pélvica crônica torna-se evidente. 

A dor é uma sensação muitas vezes difícil de descrever.  É um importante sinal de alarme, a nos indicar que o nosso corpo está sofrendo alguma agressão.  Quando prolongada, mesmo sendo de intensidade mínima, pode ser debilitante e exigir investigação para detectar alguma afecção.  Com freqüência coexiste com o estresse que a faz tornar-se mais relevante.

A mulher com endometriose apresenta uma grande gama de sintomas.  Os mais comuns são:

1.      Dor antes e durante o período de sangramento menstrual (dismenorréia)

2.      Dor à ovulação

3.      Dor durante ou após o ato sexual

4.      Infertilidade

5.      Sangramento menstrual intenso ou irregular

 

Outros sintomas apresentados incluem fadiga, depressão, dor na coluna lombo sacra durante o sangramento menstrual, diarréia ou constipação.  Algumas mulheres com disfunção menstrual visível não apresentam dores, enquanto outras com pequeno acometimento apresentam dores que a incapacitam de realizar certas tarefas.

O padrão da alimentação tem mudado muito ultimamente para um consumo mais popular baseado no trigo. O consumo de frutas frescas e vegetais tem diminuído desde 1995.  Com o açúcar e farinha de trigo refinados, usados na maioria dos alimentos produzidos pela indústria, somente uma fração das vitaminas e minerais encontrados na alimentação natural, têm sido ingerida pela população.

Seguiremos indicando as vitaminas necessárias ao organismo, suas indicações e os sinais de alerta quando ocorre a carências destas.

 

Tiamina (Vit.B1)

 

É muito útil para o sistema nervoso, para carências metabólicas ligadas ao alcoolismo, anemias e agilidade mental.  Quando em deficiência, aparecem sintomas como fadiga, fraqueza muscular, falta de apetite, irritabilidade, depressão, dificuldade de memorização, formigamento das extremidades dos membros, náusea, digestão difícil.

A dose recomendada para uso diário é de 10-100mg.  Em carências devido a alto consumo de café, cigarro ou álcool e ao estresse, a dosagem diária deverá ser aumentada para 100 a 300 mg.  O arroz integral é fonte rica em B1.

 

Riboflavina (Vit.B2)

 

A deficiência de riboflavina pode causar desequilíbrio hormonal e é essencial para a metabolização de hormônios esteróides (estradiol e progesterona) pelo fígado. Causa também pele e mucosas rachadas, eczemas de pele e região genital, fadiga.

A vitamina B2 auxilia a metabolizar gorduras, proteínas e carboidratos, melhora o desempenho físico, reprodutivo e visão, e tem alto poder anti-oxidante.  Sua deficiência pode causar rachaduras na pele e mucosas, fadiga, eczemas.

Deve ser consumido em dosagens de 10 a 300 mg/dia de acordo com a carência, nível de estresse, consumo de álcool, café ou fumo. É encontrado em leite, fígado, queijo (principalmente os duros) e vegetais de folhas verdes.

 

 

Niacina (Vit.B3)

 

É muito importante para a síntese de hormônios sexuais, para prevenção de problemas do sistema nervoso, melhora a digestão, qualidade da pele, diminui colesterol, prevene doenças cardíacas, desintoxica o organismo de toxinas, poluentes e drogas

A deficiência desta vitamina se apresenta com quadros de dermatites, diarréia e desequilíbrio emocional.

A dosagem diária indicada é de 20 a100 mg, mas é necessário tomar cuidado, pois altas doses de B3, podem causar: depressão, problemas hepáticos, dores de cabeça.  Pode ser encontrada em alimentos como: fígado, carnes magras, abacate, peixes, ovos, cereais integrais e amendoim.

 

Piridoxina (Vit.B6)

 

A deficiência da piridoxina resulta em depressão, artrose, alteração da função muscular, irritabilidade, nervosismo, alterações da personalidade, fraqueza, insônia, edema e alivia os sintomas da TPM e da menstruação, ajuda a controlar o diabetes, melhora a assimilação de gorduras e proteínas, atua como diurético natural. Deficiência de B6 também leva a uma deficiência de B3. Alguns desses sintomas são percebidos por mulheres com endometriose.  Uma depressão da imunidade humoral e da imunidade celular também é causada pela deficiência desta vitamina.  Isto pode levar a baixa resposta de anticorpos, causando vulnerabilidade a doenças. A vit.B6 estimula a produção de dopamina, um importante hormônio cerebral que condiciona efeito calmante no sistema nervoso.  Mulheres com endometriose têm consciência que podem apresentar depressão e ansiedade e parece que a vit.B6 as ajuda melhorando esses sintomas.

 

Deve ser tomada em quantidades iguais a B1 e B2. Não deve ser ingerida em doses maiores que 200 mg ao dia, pois causa danos ao sistema nervoso. A dose recomendada é inferior a 50 mg/dia. É encontrada em alimentos como melão, repolho, melado, ovos, fígado, levedo de cerveja.

 

Vitamina B12 (cobalamina)

 

A vit.B12, quando combinada com a Vit.B1 e B6, produz um poderoso efeito anti-inflamatório e analgésico, atua também na utilização de gorduras, carboidratos e proteínas.  É a única que contém sais minerais essenciais. Sua carência causa danos ao cérebro e distúrbios neurológicos, anemia perniciosa, problemas menstruais, tremores.

A dose adequada é de 5 – 50 mcg ao dia.  Tem como fonte natural, fígado, carne vermelha, carne de porco, ovos, queijo e leite.

 

Vitamina C

 

Estudos têm demonstrado que a vitamina C associada a bioflavonóides e um preparado de enzimas proteolíticas, é muito efetiva em reduzir inflamações.  A combinação de vitamina C com bioflavonóides desempenham um papel no mecanismo imune o qual ainda não está completamente entendido.

Quando a vitamina C é administrada acima de 10mg por dia para pacientes com câncer avançado, observa-se uma significante diminuição dos níveis de dor.  Um alívio da dor óssea em pacientes com doença de Paget é alcançado com 3 mg de vitamina C por dia. O mecanismo envolvido na diminuição da dor não está totalmente desvendado.  Uma relação entre vitamina E  e  vitamina C  sugere que a vitamina E também está relacionada com a diminuição da dor e da inflamação.  As vitaminas C e E aparecem para estabilizar estruturas essenciais da cartilagem e, com isso, inibem inflamação.  A vitamina C tem propriedade anti-histamínicas naturais.  Altas doses de ácido ascórbico têm a capacidade de acabar com o excesso de histaminas produzidas ou liberadas em condições de estresse.  Aspirina pode ser ingerida com maior tranqüilidade quando acompanhada de altas doses de vitamina C. 

Outras indicações da vitamina C é como anti-oxidante, melhora a cicatrização, mantém a saúde dos ossos, dentes e órgãos sexuais, age como anti-histamínico, ajuda na infertilidade masculina, reduz a duração de resfriados e outras viroses.

Sinais de deficiência: fraqueza, irritabilidade, sangramento gengival, perda de dentes, dores nas juntas, escorbuto.

Dosagem diária indicada é de 60 mg, alguns casos carenciais, como fumantes e após utilização de antibióticos, será necessário utilização de maiores doses a ser indicada pelo médico. Existe toxicidade em altas doses, gerando pedras nos rins e gota, diarréia e cãibras.

 

Magnésio

 

Algumas enzimas dependem da energia trazida pelo magnésio para exercer o seu trabalho.  O magnésio fornece esta energia pela ativação da produção de ATP que extrai energia dos alimentos ingeridos. Ocorre desde 1900 um declínio na ingestão de magnésio devido a um aumento do consumo de alimentos industrializados. A necessidade fisiológica de magnésio também aumentou como conseqüência do maior consumo de álcool, ácido fosfórico em refrigerantes, vitamina D e contraceptivos esteróides.  A deficiência do magnésio deprime os níveis de tiamina nos tecidos causando conseqüente depressão da energia intracelular.  A deficiência de magnésio também é mutagênica.  As  causas desta deficiência são:

 

1.      Diminuição da ingestão diária

2.      Redução da absorção

3.      Redução da utilização

4.      Aumento de perdas

 

Os sintomas causados por esta deficiência incluem insônia, nervosismo, taquicardia, cãibras e cólica menstrual.  A fadiga é desgastante para o sistema imune, freqüentemente criando um estresse secundário.  Mulheres com endometriose também reclamam de insônia, cãibras e cólicas menstruais.  Acredita-se que pessoas com fadiga crônica respondem bem a suplementação de magnésio associada ao potássio.

 

O sistema imune fragilizado e enfraquecido pode contribuir para o desenvolvimento e progresso da endometriose. A deficiência de magnésio e outros nutrientes, podem afetar o comportamento imunológico de pacientes com endometriose.  A supressão da resposta imune aumenta os riscos ou piora os sintomas alérgicos, que freqüentemente acometem pacientes com endometriose.

 

O magnésio está implicado no processo de replicação do ácido desoxiribonucleico (DNA), prevenindo mudanças na membrana celular, cuja instabilidade pode condicionar o aparecimento do câncer .

 

A escassez  de magnésio no sistema neuro-muscular para balancear o cálcio, acarreta contração provocando cãibras, irritabilidade ou tremores, fraqueza, cansaço, inconstância, hiperatividade em crianças. A escassez é comum em idosos, bebedores contumazes, mulheres grávidas e pessoas que se exercitam intensamente.

O magnésio tem relação sinérgica com adenosina trifosfato (ATP), substância que produz energia nas células.  O déficit do mineral pode condicionar espasmos e convulsões.  Um adulto necessita 450 – 650 mg/dia para se manter saudável; obtendo-o basicamente das hortaliças e sementes, soja, arroz integral, levedo de cerveja, farinha de trigo integral e legumes. Apresenta efeito analgésico no sistema nervoso central e desempenha papel vital na síntese de mielina na bainha dos nervos.  A presença de magnésio é essencial para inúmeros processos metabólicos incluindo a distribuição de sódio, cálcio e potássio através das membranas celulares. A ingestão adequada do mineral ainda é importante para prevenir dismenorréia ou abortamentos.

O magnésio é tóxico para pessoas com problemas renais ou bloqueio atrioventricular.

 

Selênio

 

Existem evidências de que o selênio apresenta atividade anti-inflamatória e pode aumentar a resposta imunológica . Selênio, vit.A,C,e E, têm sido usados empiricamente como tratamento coadjuvante em doença reumática e endometriose.  Pessoas com conhecida sensibilidade ao lêvedo devem usar uma forma inorgânica de selênio.

É um excelente antioxidante, dá proteção contra alguns tipos de câncer e outras doenças, mantém a boa visão, pele e cabelos saudáveis, previne doenças cardíacas e circulatórias, efeito desintoxicante quanto a álcool, drogas, fumaça e algumas gorduras, aumenta a potência masculina e interesse pelo sexo.  Fontes naturais de selênio são: germe de trigo, fibras vegetais, atum, tomate, brócolos, rins e pão de trigo integral.

Doses diárias recomendadas são de 75 mcg para os homens e 60 mcg para as mulheres.

 

Zinco

 

A queda nos níveis desse mineral prejudica as funções do timo podendo resultar numa diminuição de produção de células  T, predispondo o indivíduo a infecções, ou em contra-partida, aumentando a sua produção ocasionando um ataque ao organismo determinando consequentemente estados alérgicos ou doenças auto-imunes.

É possível que a endometriose seja uma doença auto-imune, como o Lupus eritematoso, com o qual está associada em algumas vezes.  A inadequação imunológica pode deprimir o estado funcional do eixo hipotálamo-hipófise-gonádico levando com isso a possibilidade de anomalias cromossômicas.  No tocante ao genoma, o sistema imune desordenado pode causar danos mutagênicos relacionados às deficiências sub-clínicas de zinco e magnésio. Estudos em animais têm demonstrado a relação da deficiência de zinco com o declínio da fertilidade, aumento de taxas de abortamento e aumento das taxas de malformações congênitas.  Os hormônios gonadotróficos necessitam de zinco e piridoxina para serem produzidos em quantidades adequadas. Outra função importante do mineral é a sua participação no metabolismo dos ácidos graxos e a sua conversão para prostaglandinas.  A deficiência de zinco pode desviar a sua produção em mulheres endometrióticas  causando desequilíbrio entre as séries PGE1 e PGE3 (anti-inflamatórias) e PGE2 (pró-inflamatória).  Essa última está associada ao aumento de contratilidade uterina provocando cólicas menstruais.  Isso pode estar relacionado ao consumo exagerado de gorduras de origem animal e baixa ingestão de verduras, frutas e peixes.  Algumas condições nutricionais interferem com a absorção de zinco:

1.      Ingestão exagerada de fibras (ácido fítico)

2.      Dieta rica em cálcio

3.      Ferroterapia

4.      Ingestão de álcool, diuréticos e refrigerantes da categoria “cola”

 

Por outro lado, alimentação rica em farinha integral e derivados do leite (ricota, iogurte) pode melhorar a absorção de zinco.

A excreção do mineral é extremamente influenciada pelo uso de açúcar refinado (sacarose).  A deficiência de zinco tem sido relacionada clinicamente com disfunção menstrual, varizes, irritabilidade, ganho de peso, depressão, falta de apetite, atraso de crescimento, letargia; paladar, olfato e visão anormais; suscetibilidade a infecções, disfunção das glândulas sexuais, demora na cicatrização.

O zinco ajuda a inibir a resposta inflamatória; em concentrações fisiológicas pode inibir 40% da liberação de histamina e leucotriene dos basófilos e mastócitos, previne a cegueira associada ao envelhecimento, aumenta a potência sexual e libido masculina, previne e trata a infertilidade, previne a queda de cabelo, trata acne e outros problemas de pele.

Doses diárias de zinco como complemento podem variar entre 15 e 30 mcg.

 

Ácidos Graxos Essencias (EPO)

 

Tem se tornado evidente que o EPO pode exercer efeito anti-inflamatório geral, provavelmente devido a sua habilidade em aumentar a síntese de PGE1, e consequentemente, corrigir a relação entre as PGE1 e PGE2.  A dose usual é de 3 cápsulas de 500 mg, duas vezes ao dia, após as refeições.  Existem evidências de que a endometriose pode causar dor e infertilidade devido a produção de prostaglandinas inflamatórias ou leucotrienos e pela ativação de macrófagos peritoneais que imobilizam os espermatozóides.

 

Os ácidos graxos polinsaturados (EPA e DHA) presentes em óleo de peixe podem inibir crescimento de implantes endometriais. O omega 3 encontrado em óleo de peixe de águas frias tem se revelado inibidor do metabolismo do ácido aracdônico, precursor de PGE2 causadoras de inflamação.  A dose recomendada é de 6 cápsulas de 500 mg/dia.

DLFenilalanina (DLPA)

 

O mecanismo de ação da DLPA envolve a inibição de enzimas que normalmente inativam as endorfinas, os anestésicos naturais do organismo.  Estas enzimas incluem carboxipeptidase A e a encefalinase.  Quando a inibição destas enzimas degradantes é alcançada, as endorfinas podem produzir alívio da dor por um período mais prolongado.

A dose recomendada é de 2 comprimidos de 375 mg de DLPA, 3 vezes por dia, antes da refeição.  Em alguns casos é necessário iniciar com 1 comprimido, 2 vezes ao dia, aumentando a dose progressivamente.  Uma vez conseguida a dose correta, o alívio dos sintomas deve ocorrer em poucos dias.  A ação do DLPA pode ser prolongado e seus efeitos podem persistir por 2 ou 3 semanas após o término do tratamento. Cuidado: pessoas com fenilcetonúria ou gestantes não devem usar DLPA.

 

Sistema Endócrino

 

As frutas cítricas possuem bioflavonóides , as quais imitam o estrogênio e podem causar crescimento endometrial se consumido em excesso.  Os inseticidas também apresentam atividade estrogênica; portanto frutas e vegetais devem ser lavados antes do consumo.  Alimentos carregados de gordura ou colesterol são os grandes responsáveis pelo ganho de peso e pesquisadores descobriram que estas gorduras traiçoeiras têm a habilidade de converter androstenediona em estrona estimulando a sua produção.

O fígado necessita de vit.B1, B2, B3, B5 e B6, colina e inositol para criar as enzimas necessárias.  O estresse rapidamente deprime as vitaminas do complexo B do organismo, assim como o consumo de álcool, açúcar, pão branco e cafeína.  Esta última também aumenta os níveis de algumas prostaglandinas.

Os vegetais contribuem com o aporte de complexo B.  São também as maiores fontes de magnésio.  O eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal é altamente sensível ao aporte de complexo B.  A baixa ingestão deprime a secreção de gonadotrofinas e, consequentemente o desenvolvimento folicular antes de um efeito direto na célula germinativa.  Baixa ingestão de complexo B também pode diminuir a maturação oocitária e afetar a fertilidade de pacientes com endometriose.

Má absorção pode ser um outro fator devido a destruição da flora intestinal por uso de antibióticos ou esteróides.  O tratamento prolongado das mulheres com endometriose pode incapacitar a produção de complexo B pelas bactérias pró-bióticas no intestino, prejudicando os níveis naturais de complexo B (B1, B2, B6) e a absorção pelo trato digestivo.

Foi feito um estudo que sugere que o complemento nutricional e/ou a re-educação alimentar podem aliviar significativamente os sintomas associados com a endometriose.

 

Ácido Fólico

 

É uma vitamina da família do complexo B e, portanto, é muito indicada para fraqueza, letargia, fadiga extrema, falta de sono, previne malformações congênitas, além de útil no tratamento de doenças cardíacas. Se tomado desde antes da concepção e em especial no primeiro trimestre da gravidez, o ácido fólico pode prevenir a espinha bífida. É também indicado como analgésico natural, dá resistência à infecção em crianças e é essencial à transmissão do código genético.

É recomendado uma complementação de 400 – 800 mcg ao dia.  Entre as fontes naturais destacam-se vegetais de folha verde-escuras, cenoura, fermento, fígado, cereais, abacate, gema, melão e damasco. A deficiência de ácido fólico, geralmente é conseqüência de má alimentação.

 

Conclusão

 

A bioquímica celular é dependente do estado nutricional e este aspecto tem sido negligenciado em relação à endometriose.  A nutrição saudável é um passo positivo que cada indivíduo realiza no sentido de manter sua saúde.  Uma das maiores reclamações das mulheres com endometriose é sobre a sensação de perda de controle sobre seu corpo e sua vida o que leva a raiva e frustração, desespero e desmotivação.

 

A nutrição desempenha um papel importante no tratamento.  A maioria dos profissionais médicos que trabalham com mulheres que apresentam endometriose não sabem avaliar o grau de nutrição de uma paciente, nem avaliar se existe uma reabsorção de nutrientes ou depleção enzimática.  A nutrição também desempenha um papel vital no desenvolvimento de certas doenças, como câncer de mama, doenças cardio-vasculares, artrite, etc.  Talvez a endometriose tenha relação com alterações metabólicas, ou falência enzimática ou hormonal devido a má nutrição ou defeito genético.  No organismo o fígado é o órgão responsável pela degradação dos estrogênios convertendo-os em estriol.

Existe um mecanismo endócrino pelo qual as fêmeas de todas as espécies de mamíferos  tornam-se inférteis se a reposição de alimentos for inadequada.

A adequação nutricional é, provavelmente, um pré requisito para a fertilidade e como, na média, a dieta das mulheres é rica em açúcar, gorduras e amido os quais não oferecem suficiente quantidade de vitaminas e minerais (presentes em frutas, vegetais, castanhas, grãos e cereais), não se condiciona um efeito desejável no sistema endócrino para preparar o sistema reprodutivo para a gravidez. A correção de deficiências sub-clínicas de certos nutrientes, pode representar uma ajuda para a recuperação da fertilidade, da dor e da inflamação, por meios naturais.  Uma nutrição balanceada também ajuda a estabilizar a função do sistema imune, o qual é, possivelmente, de vital importância para mulheres com endometriose. Certas vitaminas possuem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias correspondentes àquelas apresentadas por drogas usadas em tratamentos convencionais, porém, sem evidenciar efeitos indesejáveis. Se o paciente tomar doses adequadas de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais, é possível melhorar significativamente a resistência à dor. Muitas pesquisas ainda necessitam ser realizadas para que possamos comprovar a real eficiência desses nutrientes e assim reduzir o sofrimento dos indivíduos que desenvolvem dor crônica tornando-os debilitados e limitados em relação ao seu estilo de vida.   

Inicio

 

 

"Abordagem Fisioterapêutica para pacientes portadoras de Endometriose"

     Professora Maria Elisabete Salina Saldanha

     Fisioterapeuta, Professora da Disciplina de Fisioterapia Ginecológica e Obstétrica da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID)

 

 A Endometriose é caracterizada por uma série de sintomas variados, sob influência de determinantes emocionais, que repercutem claramente na qualidade de vida da mulher portadora dessa doença.

 A fisioterapia pode atuar melhorando algumas sintomatologias, como por exemplo: as cólicas menstruais, a tensão muscular e a constante fadiga.

 Os benefícios do uso de estimulação elétrica, com efeito analgésico tem sido relatados por grande parte das pacientes submetidas à essa terapêutica. A corrente elétrica estimula a produção de substâncias orgânicas, que possibilitam a redução da sensação dolorosa, especialemtne durante o período menstrual.

 A massoterapia, também, tem mostrado excelentes resultados para redução da tensão produzida pelo ciclo doloroso e ainda para diminuição do estresse, que é um fator de diminuição da imunidade do organismo, o que relaciona-se com a causa da Endometriose.

 A atividade física localizada, orientada por um Fisioterapeuta pode melhorar a mobilidade pélvica e a percepção corporal, prevenindo a instalação de contraturas musculares, inclusive nos dias de sangramento. Isso impede que a tensão secundária ao quadro álgico se instale, levando a incapacidade. Além disso a atividade aeróbica também é recomendada, uma vez que auxilia a produção de substâncias analgésicas e melhoram a resposta imunológica da mulher, além de refletir numa maior disposição física pela resposta cardio-respiratória do exercício aeróbico.

 Portanto, a Fisioterapia pode auxiliar a paciente portadora de Endometriose, promovendo atividades corporais que possibilitam melhora em suas atividades cotidianas, pessoais e profissionais, e desta forma melhorando, também, o aspecto emocional da mulher. 

            Inicio

 

 

 

.